Pax et Bonum!
Caríssimos fiéis, ontem, 17 de abril, o nosso caríssimo Frei Leonardo Maria do Sagrado Coração de Jesus professou os votos solenes e perpétuos nas mãos do Rev. Pe. Frei João Maria Vianney, Vigário Conventual. A Santa Missa com a profissão teve início por volta das 11h; tratou-se de uma Missa Solene, celebrada pelo Rev. Pe. Frei João Maria Vianney, tendo como diácono o Rev. Pe. Frei Boaventura de Nossa Senhora Sede da Sabedoria e como subdiácono o Rev. Frei Dimas Maria. Foi uma belíssima cerimônia, na qual o nosso caríssimo confrade se consagrou a Deus Nosso Senhor e à sua Santa Igreja de modo definitivo e irrevogável, por meio da profissão solene e perpétua dos votos religiosos de obediência, pobreza e castidade, segundo a Santa Regra dos Frades Menores.
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Que grande graça para a Santa Igreja, que, no mundo atual tão conturbado, em que tudo parece vacilar, ainda haja almas desejosas de se consagrarem ao serviço de Deus na vida religiosa. Muitos afirmam que já não vemos os milagres de outrora; tal afirmação, porém, não procede, pois o próprio surgimento de autênticas vocações ao estado de perfeição — a vida religiosa e o sacerdócio — é, em si mesmo, um admirável milagre. Demos graças a Deus por tão grande benefício!
É também um suave convite àqueles que se sentem chamados à vida religiosa franciscana: abandonar o mundo, suas comodidades e prazeres passageiros, para viver com Deus na vida recolhida do claustro. Na vida religiosa, consagramo-nos inteiramente a Deus pelos sagrados votos: à renúncia da própria vontade, pelo voto de obediência; ao direito ao matrimônio, pelo voto de castidade; e aos bens materiais, pelo voto de pobreza. O religioso entrega-se por inteiro ao serviço de Deus, não querendo, nem pensando, nem desejando nada que não seja conforme à divina vontade.
Ó beleza inefável! Se o mundo conhecesse a paz e a tranquilidade de alma que o religioso goza em seu pobre convento — sendo mais feliz do que os poderosos em seus palácios e os mundanos em seus prazeres efêmeros —, muitos correriam para o claustro. Contudo, Deus oculta de muitas almas a graça da vida religiosa. Não poucos, mesmo entre os católicos, imaginam tratar-se de uma vida cômoda; grande engano! Há nela muita abnegação, renúncia e morte de si mesmo, tudo ordenado à santidade, que é o fim próprio da vida religiosa. A Igreja ensina que este estado existe em seu seio para oferecer exemplo de santidade a todos os fiéis. Que maravilha e que responsabilidade!
Os dias no convento passam rapidamente; as horas voam — como se diz: Tempus fugit. Em breve chega a morte, e esperamos que o Senhor nos encontre com os talentos multiplicados, segundo a parábola evangélica. Além disso, os religiosos são como que para-raios da justiça divina sobre o mundo: rezam e se sacrificam pela conversão dos pecadores, pelos agonizantes, pelas almas do purgatório, pelas missões, pelo clero e por toda a humanidade. Na vida religiosa, cada ato é elevado ao sobrenatural: um simples trabalho doméstico — lavar, limpar, cozinhar, cultivar a horta — torna-se mérito para a vida eterna, quando realizado por amor de Deus e com reta intenção. Tudo se faz por amor de Deus: Ubi caritas.
Contudo, nós, religiosos, ainda não somos santos, ao menos não ainda; desejamos sê-lo! Aspiramos alcançar o cume da santidade, para maior glória de Deus, edificação da Igreja e bem das almas. Mas como atingir tal meta, que exige perseverança e fidelidade nas pequenas coisas de cada dia, sem o auxílio das orações dos fiéis? Eis, portanto, caro fiel, a vossa missão: rezar e oferecer sacrifícios pelas vocações sacerdotais e religiosas, por seu aumento, conservação, santidade e fidelidade; auxiliar os religiosos e sacerdotes em suas obras, sustentando-os com piedosas esmolas, para que possam cumprir com perfeição a missão que Deus lhes confiou. Rezai, rezai, rezai! E sabei também que, enquanto vos ocupais em vossos deveres cotidianos, os religiosos rezam, trabalham e se sacrificam por vossas intenções. Muitas vezes, quando ainda repousais, já estão no coro, diante do Santíssimo Sacramento, entoando os louvores divinos para alcançar graças para o vosso dia. Assim, podeis estar certos de que constantemente suplicamos graças por todos os fiéis.
Costumamos comparar o convento a um palácio real — e de fato o é, pois nele habita o Rei dos reis, Nosso Senhor Jesus Cristo. Nós, religiosos, somos membros desta casa real, familiares do Rei Eterno. Cada um, segundo o seu estado: os sacerdotes, como ministros do Rei, administram os sacramentos e oferecem o Santo Sacrifício da Missa; os Irmãos Leigos, como guarda de honra do Santíssimo, assistem aos sacerdotes e cuidam da ordem e do bom funcionamento desta casa. Assim se estabelece a perfeita ordem neste palácio. Por vezes, o Divino Rei digna-Se conceder-nos audiências, seja na exposição do Santíssimo Sacramento, na distribuição da Sagrada Comunhão, no acompanhamento do Viático aos enfermos — às vezes após longas jornadas —, seja ainda em qualquer momento do dia ou da noite, quando podemos dirigir-nos a Ele, sempre presente e acessível. Ó bondade de Deus! Quão doce e suave é a vida religiosa!
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Rendemos graças a Deus pela profissão dos votos solenes e perpétuos de nosso caríssimo Frei Leonardo Maria do Sagrado Coração de Jesus, clérigo que se prepara para receber as Sagradas Ordens.
Na presente cerimônia estiveram presentes seus pais, vindos de Salvador/BA, bem como alguns fiéis da Capela Nossa Senhora do Desterro, em Botucatu/SP. Infelizmente, a data não foi acessível à maioria dos fiéis. Procuramos transmitir a Santa Missa, mas enfrentamos dificuldades técnicas; posteriormente, publicaremos o vídeo da profissão.
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