Pax et Bonum!
Caríssimos fiéis, ontem, sexta-feira (20/02), recebemos um convite muito especial: celebrar o funeral da mãe de um de nossos fiéis, que viera a falecer na última quinta-feira. Colocamo-nos prontamente à disposição para realizar as exéquias segundo os ritos fúnebres prescritos pela Santa Madre Igreja.
Voltemos ao início dos acontecimentos.
Na segunda-feira (16/02), fomos chamados por esse mesmo fiel para ministrar os Santos Sacramentos à sua mãe, que havia sofrido um AVC e se encontrava na UTI. O Reverendo Padre Frei Boaventura foi designado para essa missão e, acompanhado por um de nossos Irmãos, dirigiu-se ao hospital. Ali, administrou-lhe os Santos Sacramentos. Eis aqui nosso primeiro ponto de meditação: a graça inestimável dos Sacramentos na hora derradeira.
Detenhamo-nos um pouco nessa verdade. Que grande misericórdia é poder receber os auxílios da Igreja no momento final da vida! Mas como dispor a alma para tão preciosa graça? Tudo começa com a fidelidade no amor de Deus, isto é, na caridade vivida concretamente ao longo da vida. Quem ama a Deus procura ordenar sua existência segundo a vontade divina. Não é caminho fácil, bem o sabemos; porém, o fiel que se esforça por cumprir os deveres do próprio estado, que foge das ocasiões próximas de pecado, que evita o pecado venial e, com maior razão, o mortal, e que busca viver na graça, pode esperar com confiança na verdadeira Divina Misericórdia.
É verdade que, por singular desígnio de Deus, pode ocorrer que, no último instante, um pecador endurecido seja tocado por uma graça extraordinária e alcance a contrição perfeita. Contudo, não nos é lícito viver na presunção. Não podemos contar com uma conversão de última hora enquanto permanecemos voluntariamente no pecado. Santo Afonso Maria de Ligório adverte que muitos abusaram da bondade divina e, confiando temerariamente em uma misericórdia que não buscaram durante a vida, perderam-se eternamente. Por isso, caríssimos, sejamos fervorosos, devotos, obedientes aos Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja. Renunciemos ao mundo, ao demônio e à carne, e consagremo-nos com sinceridade ao Bom Jesus, por meio de sua Santíssima Mãe.
A senhora em questão recebeu os Santos Sacramentos e, na quinta-feira, entregou sua alma a Deus. Fomos então convidados a celebrar as exéquias conforme a tradição da Igreja. O Reverendo Padre Frei Boaventura oficiou o rito; estiveram presentes também o Reverendo Padre Frei João Maria Vianney, Vigário Conventual; o Reverendo Frei Dimas Maria, Subdiácono; Frei Leonardo Maria, Mestre de Cerimônias; e os irmãos leigos Frei Serafim Maria, Frei Fidelis Maria e Frei Conrado Maria. Não podemos deixar de mencionar o pequeno Bernardo, nosso dedicado coroinha.
Durante a cerimônia, o filho da falecida — que partira desta vida munida dos Santos Sacramentos — pediu para carregar a cruz processional. Que eloquente testemunho! Mesmo na dor do luto, assumiu a cruz de Cristo. Que este gesto nos envergonhe santamente e nos anime a carregar, com resignação e amor, as cruzes de cada dia, em conformidade com a Santíssima Vontade de Deus.
Antes do rito, o Reverendo Padre pregou sobre os novíssimos do homem — morte, juízo, inferno e paraíso — recordando também as palavras da Quarta-Feira de Cinzas: “Lembra-te de que és pó e ao pó hás de retornar”. Em seguida, iniciaram-se as exéquias, integralmente cantadas. Saímos em procissão até o cemitério, onde foram proferidas as últimas orações e concedida a última bênção ao féretro e ao sepulcro. Enquanto se entoava a antífona Ego sum e o Benedictus, o corpo foi depositado no sepulcro, de onde ressurgirá no último dia.
Um funeral verdadeiramente católico, infelizmente, tornou-se raro em nossos tempos. Rezemos para que Deus nos conceda a graça de viver e morrer na fidelidade à Igreja, sob a proteção da Santíssima Virgem Maria.
A falecida chamava-se Rosângela Pires de Oliveira. Recomendamo-la às orações e sacrifícios de nossos caridosos fiéis e terciários, pelo descanso eterno de sua alma. Aproveitemos este tempo quaresmal, tão propício, para oferecer sufrágios em seu favor.
À família, apresentamos nossos sinceros pêsames e nosso agradecimento pela autorização para a publicação das fotos do funeral.
Requiem aeternam dona ei, Domine, et lux perpetua luceat ei.











